quarta-feira, 20 de outubro de 2021
Assista à morte lenta de um rio! Jacintos no rio Vouga (parte II)
https://meiosdeproducao.blogspot.com/2019/11/originario-da-amazonia-e-introduzido-em.html
terça-feira, 13 de julho de 2021
O twitter tem medo de quê? A propósito de uma Imagem censurada no twitter
Afinal, o twitter censurou o quê? Um abraço amoroso entre um leopardo e um bambi ou outra coisa qualquer? Por exemplo, uma alusão à desigualdade do poder entre o empresário e o trabalhador? A fotografia não tem sexo, não tem sangue, revela um ato... que pode significar muitas coisas, mas pelo que mostra não viola nenhuma regra do twitter. Revela apenas ironia, talvez sarcasmo e algum cinismo. Mas também revela uma realidade política-ideológica que começou por ser combatida massivamente no país que originou o twitter. Políticamente correto? Autoritarismo e reacionarismo? O twitter tem medo de quê? A fotografia chegou-me pelo meu camarada FM (@FilintoM) e de tão gasta, tão usada e provavelmente tão velha, já não tinha já qualidade nenhuma e foi certamente tirada de um qualquer programa sobre a vida selvagem em África, que todos temos vindo a destruir. Já deve ter sido usada e abusada milhares de vezes pela internet com outras tantas legendas diferentes. E depois chega ao meu twitter, que é muito pouco visto e pobrezinho... e aparece um avisozinho a dizer "Nós não podemos te mostrar tudo! Ocultamos automaticamente fotos com possível conteúdo sensível ou impróprio". Resta saber o que é sensível ou impróprio para o twitter e para os censores do twitter: se uma amizade improvável (e falsa, claro!) ou uma legenda certeira que nem um tiro no alvo.
Meios de Produção luta por uma internet livre!

Este exemplar foi retirado da internet através de uma busca no google com a foto do twitter

After all, what did twitter censor? A loving embrace between a leopard and a bambi or something else? For example, an allusion to the inequality of power between the entrepreneur and the worker? The photograph has no sex, no blood, it reveals an act... which can mean many things, but from what it shows, it doesn't violate any twitter rules. It reveals only irony, sarcasm, some cynicism. But it also reveals a political-ideological reality that began by being massively fought in the country that originated twitter. Politically correct? Authoritarianism and reactionaryism? What is twitter afraid of? The photo came to me from my buddy FM (@FilintoM) and it was so worn, so used and probably so old, it was no longer of any quality and was certainly taken from some program about wildlife in Africa we all have been destroying. It must have been used and reused thousands of times over the internet with so many different subtitles. And then it comes to my twitter, which is very little seen and... a little warning appears saying "We can't show you everything! We automatically hide photos with possible sensitive or inappropriate content". It remains to be seen what is sensitive or inappropriate for twitter and for twitter censors: whether an unlikely friendship or a caption that is as accurate as a shot at the target.
Meios de Produção fights for a free internet!
(the caption: “You don't need a union because everyone here is a family”)
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Pia fininho, senão levas no focinho! II (EDP SUCKS!)
Olhei para ele e desisti.
![]() |
| Fotomontagem sobre publicidade da EDP, com o presidente da empresa; retirada de coagret.wordpress.com, Coordenadora de Afectad@s Pelas Grandes Barragens e Transvases – Secção Portuguesa |
sábado, 4 de julho de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
O que é que se passa na Biblioteca Pública Municipal do Porto?
A Câmara do Porto sucks! Rui Rio sucks! Então não é que há um mês a única fotocopiadora da Biblioteca Pública Municipal do Porto avariou e ainda não foi arranjada! A Biblioteca Pública Municipal do Porto é uma das mais importantes bibliotecas de língua portuguesa no mundo, é um depósito de mais de três séculos de história em língua portuguesa, é uma biblioteca com depósito legal (recebe todas as publicações editadas no país), mas só tem uma fotocopiadora de acesso público. E está avariada! E quando vai ser arranjada a fotocopiadora? Ninguém sabe. Os funcionários pedem desculpa e dizem que a peça tem que vir de fora (mas parece que não sabem que hoje o que vem de fora vem muito mais rápido, vejam lá que a encomenda de uma peça até pode ser feita pela internet, ou mesmo por telefone!); outros funcionários, fazendo jus àquela imagem que muitos têm dos funcionários públicos, até ficam indignados quando alguém mostra surpresa por a fotocopiadora estar avariado há um mês (enquanto isso vão tendo dias calmos, na galhofa, apesar do local, preenchendo uma ficha electrónica a cada duas horas, nesse infinito processo de digitalização das fichas dos arquivos).E então? O que dizer? Que a cultura e os arquivos não interessam a ninguém? Não interessam ao presidente da câmara e a este executivo, isso é certo. Basta ver a politica de aquisições para a sala de acesso público: zero, zero, zero! Não há livros novos na sala de acesso público da Biblioteca Pública Municipal do Porto! Não há nem haverá com este executivo municipal. E a biblioteca irmã, a de Almeida Garrett, a mesma coisa, o que há, há, e lá se vai compondo com um ou dois livros por mês, mas só obras escolhidas, tipo "Profecia Celestina"!
Entretanto, investigadores, estudantes, historiadores, curiosos, municipes, professores, jornalistas... Que se lixem, são escumalha, não interessam! Pensarão o energúmeno do Rui Rio e seus acólitos. Por que razão não é substituída uma peça numa fotocopiadora da Biblioteca Pública Municipal do Porto? Não há dinheiro? Tem que se fazer um concurso público? Alguém se esqueceu de dar ordem para arranjar a máquina?
O principal responsável político por isto é Rui Rio, quer queiram quer não. Só um contabilista energúmeno como é Rui Rio é que poderia pensar que isso não tem importância nenhuma. Pense, senhor presidente, pense, senhor presidente. E aja, de uma só vez, aja!
(quando é que estes energúmenos vão embora?)
ACT.: já lá foi colocado o avisozinho, discreto, a dizer que a única fotocopiadora da Biblioteca Pública Municipal do Porto está a funcionar. Desde o dia 2 de Abril. (5 Abril 2009)
[ouvindo revolution action, atari teenage riot, to dead for me ep, 1999]
domingo, 7 de dezembro de 2008
O que é que andei a ver no Cinema [ou balanço e balancete de 2008, annus horribilis]
Vou apresentar uma lista do que mais relevante para mim aconteceu este ano, ao nível cultural. Sim, sim, estou rendido às listas, ao best of, aos balanços; parafraseando Pessoa, todas as listas do melhor do ano são ridículas/ não seriam ridículas se não fossem listas do melhor do ano…
Eu acho que os portugueses, com essa terrível tendência para o saudosismo e medo do futuro, têm que fazer listas do melhor do ano, para se lembrarem do passado. Pois bem, este ano apresento a minha, o meu balanço e balancete. Cultura, cultura, só isso.
[javier bardem no papel de anton chigurg em «no contry for old men»]
Comecemos então pelo Cinema: 2008 foi um ano péssimo para mim. Esperei por Janeiro para ver o multi-premiado «No Country for Old Men» (2007), dos Irmãos Cohen. A experiência foi boa e má. Não tenho dúvidas que o filme está na categoria «excelente», mas…
A sala que escolhi para o ver é péssima: Eu já sabia disso, mas quis ver o filme ali, nos cinemas do Shopping Cidade do Porto.
Mas o ecrã estava todo sujo, a insonorização da sala é má (ouve-se o filme ao lado), o sistema de som tem muitas falhas e já não tem a qualidade de outrora, o ingresso é caro, as cadeiras estão estragadas e são desconfortáveis, o ar condicionado é ruidoso e pouco eficaz…
Todas as receitas para estragar o ambiente. Eu já sabia disso tudo, mas quis ver o filme ali. Porquê? Porque são os cinemas do Paulo Branco, de quem eu sou um seguidor. Graças a este exibidor/distribuidor/produtor há cinema europeu no Porto. E se ele não possuísse estas quatro antiquadas salas no Porto [e agora o pequeno estúdio do Teatro do Campo Alegre] não havia cinema europeu no Porto. E eu sabia também que ele estava (está) com problemas financeiros e, mesmo reconhecendo a falta de qualidade das salas, quis contribuir com qualquer coisa para que os cinemas não fechassem. Esse risco é real. 2009 pode até ser o ano

[gerardo burmester]
Faço uma sugestão ao Paulo Branco: porque não vender os quadros do Gerardo Burmester [será que são dele, ou já os vendeu?] e investir o dinheiro na renovação das salas, reforçar a programação europeia, fazer uma parceria com a futura extensão da Cinemateca Portuguesa no Porto, reforçar a parceria com o Instituto Franco Português, Instituto Goethe, Instituto Italiano, etc.? Fazer uma extensão do Estoril Film Festival, no Porto?
O pior estava para vir. Regressa absorto do filme, decidido a revê-lo, não por que não compreendesse o filme, mas porque não o usufrui na plenitude, e Pumba!, Crash!, Trash! Fzsssssssss!....

[«crash», de david cronenberg]
Pois tive um acidente de carro. Alguém se espetou contra mim, estragou-me o carro todo. Não tive culpa! Era um cruzamento e eu tinha a prioridade e vinha devagar. A senhora que se espetou contra mim é que não vinha nada devagar e por pouco não me mandava para o hospital.
Depois, já se sabe, o costume: mecânico, seguradora, pedir por favor, muito favorzinho, suplicar, que a minha seguradora me pague o arranjo do carro – a que estavam obrigados, aliás. [Posso-vos dizer que a OK Teleseguro Grupo Caixa Geral de Depósitos Sucks!, como aliás qualquer seguradora; para receber o nosso dinheirinho são os melhores, atenciosos, simpáticos, e etc.; para pagar, assobiam para o lado. Típico. Seguradoras e bancos Sucks!].
Com isto perdi quase três meses e fiquei traumatizado. Não mais fui ao cinema neste ano de 2008. Perdi «Angel», de François Ozon, que aponto como o melhor realizador europeu da actualidade, perdi o ciclo integral de Manuel de Oliveira, em Serralves, e sou capaz de ter perdido mais outras coisas, mas nada que me cativasse especial atenção [deixei passar o Ciclo de Cinema Francês, o Ciclo de Cinema Italiano, «A Turma», de Laurent Cantet]. Tenho ideia que 2008 não foi um ano muito interessante no cinema, mas posso estar enganado. [De notar que os dois filmes que citei para o ano de 2008 são… de 2007! Será que estou atrasado?]

[Regarde la Mer]
Mas atenção, vi uma pérola na televisão! [Lá está, se não fosse a televisão e sua função formativa e divulgadora...] Tenho que registar e devo registar o visionamento desta média-metragem (52 minutos) e posso dizer que foi um dos filmes mais violentos que vi. E foi por mero caso, liguei a televisão em horas impossíveis e começou a dar um filme, que me cativou logo pela qualidade da fotografia. A história foi-se adensando e já não consegui sair da frente do ecrã. Até descobrir que era um filme de… François Ozon! Em concreto, chama-se «Regarde
[cassandra magrath]
Registo também outro filme, australiano, um thriller, que dividiu muito a crítica quando saiu para circuito comercial [não sei se passou em Portugal]. Eu sou dos que gosta do filme. E faço menção disso. Viu-o, where else?, na televisão, este ano. Acho que na TVI, em horas impróprias, claro! Chama-se «Wolf Creek» [realizado e escrito por Greg Mclean] e é de 2005. É apresentado como filme de terror, mas na verdade é um thriller, é realista e não tem monstros ou fantasmas ou outras coisas do género. Diz-se que é baseado em factos reais [o próprio filme faz referência a isso] mas não é verdade. Aquilo que é verdade, é facto, é que desaparecem cerca de 9000 pessoas por ano na Austrália. E cerca de 90 por cento voltam a aparecer noutro canto qualquer da Austrália, vivos e de boa saúde.
Concordo que o Mick Taylor é uma das construções mais violentas (e realistas) que vi nos últimos anos em filmes. É um serial killer protagonizado por John Jarratt. Fiquei fã de Cassandra Magrath. Filme recomendado para quem gosta do género. Ou de filmes sobre serial killers.
Já agora, uma referencia cinéfila. John Jarratt entrou no filme «Picnic at Hanging Rock» (1975), um filme de Peter Weir, antes de se mudar para os States. Não o vi no cinema, vi-o na televisão [na RTP2, há muitos anos, antes das privadas, quando a RTP2 era o verdadeiro canal de referência] e foi dos filmes que mais me impressionou, no campo do thriller. Quase todo filmado em exteriores [tal como «Wolf Creek»], conta o mistério de duas crianças que desapareceram num piquenique
[the proposition]
Filme de época, também australiano, e quase todo filmado em exteriores é «The Proposition» (2005) de John Hillcoat, escrito por Nick Cave, com música de Nick Cave e Warren Ellis (violinista). Bastante violento, a acção desenrola-se no farwest australiano em 1880 [farwest no sentido faroeste de índios e caubóis, no caso aborigenes autralianos e caubóis]. O filme chegou cá em 2007, altura em que o vi [devia estar fora desta lista]. As referências históricas são surpreendentes! Só neste ano de 2008 o parlamento e o primeiro-ministro australianos resolveram pedir desculpa aos aborígenes australianos por lhes ter separado gerações inteiras de famílias, por lhes ter proibido o direito à propriedade privada. Notem bem: aborígenes australianos, indígenas da Austrália, estavam lá antes de chegarem os outros, há 65 mil anos, mas estavam proibidos de ser donos de terras!
Mas, chega, chega de referências. [E chega de Austrália. 2008 foi o meu ano australiano!] Como vêem, foi pobrezinho o meu ano cinematográfico.
ACTUALIZAÇÃO a 11 de Dezembro, dia do nascimento de Manoel de Oliveira: o que perdi em 2008 e me esqueci de referir:
O Capacete Dourado, Jorge Cramez
Entre os dedos, de Tiago Guedes e Frederico Serra
Mal nascida, de João Canijo
Aquele querido mês de Agosto, de Miguel Gomes
a curta China, China de João Pedro Rodrigues
AAAHHHH!! Mas vi na televisão (duas vezes, RTP2) o ROCKUMENTÁRIO, de Sandra Castiço, sobre esses inefáveis BUNNYRANCH (são os maiores!)
BUNNYRANCH - IN THE LAND OF THE POOR (MUSIC VIDEO) from Zed Filmes on Vimeo.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Site Meter sucks!
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Pingo a pingo, Jerónimo vai preenchendo o bingo
(carregue nas imagens para ver maior)
[ouvindo all you fascists bound to lose, billy bragg & the blokes, 1999]
[esta versão de all you fascists… surgiu apenas no álbum promocional you can call me cupcake /billy bragg and the blokes mermaid avenue tour. os the blokes era a banda que acompanhava bragg ao vivo. a versão de estúdio the all you fascists…, mais lenta e mais rockeira, surgiu em parceria com os wilco no álbum mermaid avenue volume ii, em 2000. mas bragg tem outras versões do tema e com outras bandas, como os klezmatics, por exemplo. all you fascists bound to lose é um clássico da música popular dos estados unidos da américa, da autoria de woody guthrie, escrita em 1942.]








