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segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Uma explicação breve/A brief explanation

uma explicação breve: no motor de busca o título do blog meios de produção é ilustrado com uma fotografia artística, normalmente retirada online, e que só é possível ver num browser de um computador pessoal (ou seja, não é possível visualizar a imagem do título do blog num telemóvel). até hoje nunca foram acrescentados os créditos das imagens. procuraremos apresentar os créditos das imagens a partir de agora. tentaremos também fazer alguma arqueologia do blog meios de produção e apresentar os créditos de algumas das imagens anteriormente apresentadas. para algumas foram solicitadas autorizações para uso no blog; para outra não.

a brief explanation: in the search engine, the title of the blog meios de produção (means of production) is illustrated with an artistic photograph, usually taken online, that can only be viewed in a browser on a personal computer (ie, the title image cannot be viewed in a mobile phone). until today the credits of the images have never been added. we will endeavor to display image credits from now on. we will also try to do some archeology of the blog meios de produção and present the credits of some of the images previously presented. for some images have been requested authorizations for use on the blog; for others not. 

http://www.bio-architects.com/ taken from ArchDaily

postcard from an exibition, reflexus, oporto

painting from marlene dumas; from a postcard, oporto

from the movie dolce vita, federico fellini; scan from público newspaper

from a photography portfolio; scan from público newspaper, miguel manso

pirelli calendar

postcard from an exibition, reflexus, oporto


postcard from an exibition, reflexus, oporto

director manoel de olliveira, from a poster, serralves, oporto

director manoel de oliveira, from a poster, serralves, oporto

portuguese king leaving lisbon to brazil escaping napoleon troops, xix century painting, from a postcard invitation

meios de produção, autumn, diospireiro
meios de produção, christal palace, oporto

meios de produção, fire

scan from publico newspaper, nuno ferreira santos

pedro magallães, reflexus, from a postcard, oporto

autumn, another try, diospireiro

scan from  publico newspaper

scan from público newspaper

joana vasconcelos, scan from público or expresso newspaper

meios de produção, road to nowhere, costa nova beach, ílhavo

meios de produção, to the ground, autumn, diospireiro leafs

miles to nowhere, scan from a miles davis record
karen knorr, encontros da imagem, 2016

sábado, 20 de junho de 2015

"1 século de energia" por Manoel de Oliveira

Duas ou três coisas sobre a EDP e sobre Manoel de Oliveira. Sobre a EDP quem passa pelo Meios de Produção sabe o que se pensa sobre monopólios e abuso de posição dominante. Nada se disse sobre a recente privatização que o actual governo fez do capital que o Estado detinha na EDP, mas também não era preciso dizer muito: um crime de lesa-pátria; uma posição ruinosa para os portugueses, para as empresas e para os futuros governos; quando é que baixa o preço da electricidade? Sobre Manoel de Oliveira também já se disse alguma coisa e ainda podia dizer-se muito mais. Mas, quando se juntam EDP e Manoel de Oliveira, o que dizer? Sobre Manoel de Oliveira pode dizer-se que Meios de Produção é um fã incondicional, ainda que não seja obrigatório gostar de todos os filmes. O que se nota em Manoel de Oliveira é que ele sabe onde colocar a câmara e o que filmar, com um sentido estético apuradíssimo, sem que isso seja um dogma. E é sempre um prazer apreciar esse sentido a cada novo filme, ainda que não se goste dele. E neste filme da EDP, o último do autor (?), um spot publicitário (?), isso também é notado. Há que dizer que a preferência do Meios de Produção vai para os filmes antigos de Manoel de Oliveira, onde ele era mais experimentalista, mais arrojado, sem medo e com mais energia para inovar. O filme realizado para a EDP socorre-se das imagens de um filme que realizara em 1932, sobre a barragem do Ermal, onde o seu pai trabalhara. E lá estão as imagens com mais de 80 anos a provar que o autor sabia muito bem o que fazia, ainda que parecesse apenas um curioso jovem. Já sobre a temática dos irmãos, mais lírica, mais pessoal, vale pela performance e pelo cuidado coreográfico e musical que é sempre surpreendente para um homem com mais de um século de vida. Finalmente a EDP! Pois a EDP, empresa monopolista que o actual Governo vendeu a uma empresa pública chinesa, por uma verba que já se esfumou, condenando os portugueses a contribuir para os lucros astronómicos de accionistas desconhecidos que se apresentam em nome do povo da maior economia do mundo, não fez mais do que estava ao seu alcance, que foi atirar umas migalhas para a construção de uma imagem de prestígio institucional, que até lhe dará impacto internacional. É barato e garante uma imagem duradoura e até mecenática. Talvez não saibam que a privatização da empresa monopolista EDP (qual mercado aberto?, sim qual mercado aberto?) concedeu aos novos donos total jurisdição sobre a quase totalidade das barragens portuguesas e, por consequência, dos rios portugueses. Será Manoel de Oliveira um vendido? Não sei. Apreciem o filme que ele fez para a EDP, enquanto isso é possível, e avaliem pela vossa cabeça.


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Manoel de Oliveira


Este homem faz hoje anos. Cem anos. Um século. Quase a idade do Cinema!

Este homem fez muitos filmes. Eu vi alguns. E gostei.
Alguns gostei muito, outros menos, outros mais ou menos, outros nem por isso.
Eu vi "Non ou a Vã Glória de Mandar". Gostei.
Eu vi "Aniki Bobó". Gostei muito!
Eu vi "Party". Não gostei muito.
Eu vi "O Convento". Não gostei muito.
Eu vi "Vale Abraão". Gostei muito!
Eu vi "Os Canibais". Gostei.
Eu vi "Douro, Faina Fluvial". Gostei muito.
Eu vi "O Meu Caso". Gostei.
Eu vi "A Carta". Não gostei muito.
Gostava de ver "Je Rentre a la Maison". E muitos outros.
Gostava que este homem vivesse por mais cem anos!

CORRECÇÃO: este homem só faz anos no dia 12 de Dezembro e não 12 de Novembro. Mas não faz mal, espero que ele viva por mais cem anos!