segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vamos fazer omeletes!

2009 foi um grande ano para a música brasileira! Não acredita? Dê uma olhada aí no OVO, num postal que já é uma tradição dessa instituição da cultura em português: http://euovo.blogspot.com/2009/12/retrospectiva-2009-os-melhores-do-ano.html

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009



Quando posso leio com prazer a prosa diária do Manuel António Pina no JN (Opinião - Jornal de Notícias). E por vezes sou impelido a partilhá-la apenas porque é possível, fácil e barato. É uma atitude. E gostei especialmente destes 1100 caracteres.

A voar para Lisboa

Nunca vi (ouvi e já me chegou) nenhuma das Red Bull Air Races que, de há uns anos para cá, enxameiam regularmente os céus do Porto com aviões de corrida e os ouvidos dos portuenses com o ruído dos motores e a algazarra da publicidade. Não tenho nada contra quem gosta de coisas do género, mas ficar horas a fio de nariz para o ar a ver aviões passar não é decididamente o meu divertimento favorito. Irrita-me também a natureza provinciana de "acontecimento" que a Câmara do Porto dá à coisa. Mas irrita-me mais o provincianismo dos patrocinadores e do Instituto de Turismo de Portugal (porque aparentemente há dinheiros públicos e, portanto, opções políticas, envolvidos no assunto) que, vendo que a corrida levou este ano um milhão de pessoas às margens do Douro, acharam que seria boa ideia transferi-la para o Tejo e para… Lisboa. É em casos menores como este que o centralismo mostra a sua face mais mesquinha. Se o problema é o Porto ter algo que Lisboa não tem, um dia destes veremos a Torre dos Clérigos deslocalizada para o Terreiro do Paço. E com ela, valha-nos isso, talvez até o próprio Rui Rio.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tudo o que você sempre quis saber sobre... mas nunca teve coragem de perguntar

Estes 13 minutinhos são preciosos! A situação do serviço público de televisão em Portugal é tão mau, que estes 13 minutinhos impressionam pela simplicidade e eficácia. Oxalá houvesse mais minutinhos como estes na nossa RTP!

Porreiro, pá!


Hoje assinala-se a restauração da independência de Portugal, que teve lugar em 1640. Uma data, que além de feriado, só podemos assinalar com uma grande ironiazinha: uma ironia à portuguesa! Hoje é também a data escolhida para a entrada em vigor do Tratado de Lisboa, um tratado da União Europeia, que nos tira mais um bocadinho de soberania. Os jornalistas estão a dizer que vamos ter uma “Europa mais forte”, uma “Europa mais firme”, ampliando a mensagem dos eurocratas e dos nossos políticos.

Não temos muito para festejar. Como festejar um tratado que nos tira mais soberania e poder de decisão? Que nos afasta mais dos centros de decisão da Europa? Com bombas?

Só me lembro das empresas multinacionais que saem do país, para se instalar noutros com mão de obra ainda mais barata, deixando um rasto de desemprego, de conhecimento desperdiçado, e de riqueza perdida; das empresas de ponta que se instalam em Portugal a prazo, com o alto patrocínio dos nossos governantes, deslocando depois a tecnologia para longe, levando com elas uma economia de escala, cuja ausência vai levar ao despovoamento do interior, movendo as pessoas para o litoral, aumentando a pressão sobre o ambiente, sobre a segurança, aumentando a pobreza e a desigualdade, promovendo o individualismo.

E ainda convidamos os nossos amigos históricos da América Latina para assistir à perda de mais um bocadinho do nosso poder de escolha. Não sei quem é que disse que somos um país falhado… É uma frase violenta, muito violenta para um português que conta 900 anos de soberania, 900 anos de construção de um povo. Temos que lutar para que essa frase seja mentira.